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Discurso do Método
Cogito ergo sum. "Penso, logo existo." Tal proposição resume o espírito de René Descartes (1596-1650), sábio francês cujo Discurso do método inaugurou a filosofia moderna. Em 1637, em uma época em que a força da razão tal qual a conhecemos era muito mais do que incipiente, e em que textos filosóficos eram escritos em latim, voltados apenas para os doutores, Descartes publicou Discurso do método, redigido em língua vulgar, isto é, o francês. Ele defendia o "uso público" da razão e escreveu o ensaio pensando em uma audiência ampla. Queria que a razão – este privilégio único dos seres humanos – fosse exatamente isso, um privilégio de todos homens dotados de senso comum.
Trata-se de um manual da razão, um prático "modo de usar". Moderno, Descartes postulava a idéia de que a razão deveria permear todos os domínios da vida humana e que a apreciação racional era parâmetro para todas as coisas, numa atividade libertadora, voltada contra qualquer dogmatismo. Evidentemente, tal premissa revolucionária lhe causaria problemas, sobretudo no âmbito da igreja: em 1663, vários de seus livros foram colocados no Index. Razão alegada: a aplicação de exercícios metafísicos em assuntos religiosos. Discurso do método mostra por que Descartes – para quem "mente", "espírito", "alma" e "razão" significavam a mesma coisa – marcou indelevelmente a história do pensamento.
Aurora - Reflexões sobre os Preconceitos Morais
Publicado em 1881, 'Aurora' prossegue no estilo aforístico da filosofia de Friedrich Nietzsche (1844-1900), inaugurado com 'Humano, demasiado humano' (1878). Em 575 aforismos - cuja extensão varia de duas linhas a algumas páginas -, Nietzsche elabora sua crítica da moral cristã-ocidental e dos conceitos a ela associados, como 'alma', 'Deus', 'pecado', 'sujeito' e 'livre-arbítrio', que segundo o filósofo seriam ficções prejudiciais à vida. No subtítulo do livro, a palavra 'preconceito' é usada no sentido filosófico de concepção formada antes do julgamento (um 'pré-juízo'). A epígrafe ('Há tantas auroras que não brilharam ainda', extraído das escrituras hindus) explica o título e traduz a esperança nietzscheana de um mundo novo, livre das ilusões religiosas, morais e intelectuais criticadas pelo filósofo. Essa edição inclui o importante prólogo acrescentado em 1886 e, num apêndice bilíngüe, o grupo de poemas intitulados 'Idílios de Messina', de 1882.
O Que É Arte
Da harmonia grega ao kitsch de todos os tempos. Da Monalisa à Marilyn de Andy Warhol. Afinal, quem decide o que é e o que não é arte? Todos que tentaram definí-la criaram concepções parciais, limitadas no seu tempo e no seu espaço. Neste texto simples e direto Jorge Coli desvenda o enigma
Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, Volume VI
Este livro traz os seguintes temas - O esquecimento de nomes próprios; O esquecimento de palavras estrangeiras; o esquecimento de nomes e seqüências de palavras; Lembranças da infância e Lembranças encobridoras; Lapsos da fala; Lapsos de leitura e lapsos de escrita; O esquecimento de impressões e intenções; Equívocos na ação; Atos casuais e sintomáticos; Erros; Atos falhos combinados; Determinismo, crença no acaso e superstição - Alguns pontos de vista.
Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, Vol III
Nos diversos artigos que compõem as primeiras publicações psicanalíticas verificamos que, além da histeria, as sintomatologias das neuroses obsessiva, fóbica e de angústia orientam Freud na elucidação destes quadros clínicos. Essa revisão lhe permitiu descortinar a identidade postulada por Freud entre sintomas, sonhos, atos falhos e chistes, tendo como referência o inconsciente. Todos são, por um lado, caminhos de acesso ao inconsciente e, por outro, expressão do recalque, uma vez que só podem irromper na consciência mediante certas transformações e ligações associativas.
O que é Filosofia Medieval
Este livro é um convite para você deixar de lado uma idéia preconcebida: a Idade Média não é a idade das trevas, do obscurantismo clerical, do dogmatismo religioso. Percorrendo junto com o autor o pensamento de filósofos medievais, você descobrirá que o pensamento daquela época é um conjunto de esforços e tentativas tão interessantes e apaixonantes quantos os da antiguidade grega ou os do mundo moderno.
O que é Loucura
A loucura como parte integrante da própria razão - eis uma proposição tão espantosa que se resiste a aceitar. Mas fácil definí-la como doença mental ou desvio social. Pois é da relação loucura/razão que trata João Frayze-Pereira, demonstrando que a determinação dos estados "normal" e "patológico" depende menos da ciência que da cultura e da sociedade.
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Sinopse A medicina, a psiquiatria, a justiça, a geografia, o corpo, a sexualidade, o papel dos intelectuais e o Estado são analisado...
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