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A Ordem do Discurso
A aula inaugural, que Foucault pronunciou ao assumir a cátedra vacante no Collège de France pela morte de Hyppolite, pode ser considerada um texto de ligação entre as obras, datadas dos anos 60, como História da loucura, As Palavras e as coisas, A Arqueologia do saber, centradas predominantemente na análise das condições de possibilidade das ciências humanas, e as que se seguiram a maio de 68, como Vigiar e punir, voltadas ao exame da microfísica do poder. Foucault desvenda a relação entre as práticas discursivas e os poderes que as permeiam. Ao percorre os diversos procedimentos que cerceiam e controlam os discursos os discursos na sociedade, o autor comprova que "o discurso não é simplesmente aquilo que traduzas lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo pelo que se luta, o poder de que queremos nos apoderar". Na segunda parte do texto, Foucault anuncia a direção em que prosseguirá suas investigações no decorrer dos cursos no Collège de France, apontando para o que denomina o "conjunto crítico" e o "conjunto genealógico" e lança o projeto de estudo das interdições que atingem o discurso da sexualidade.
A Desobediência Civil
O autor elaborou uma eloquente declaração de princípios e argumentos para defender a Revolução e a legitimidade da desobediência às leis politicas, nas épocas de desmando e desonra política. Anos mais tarde, nas mãos de Mahatma Gandhi, o tratado ajudou a derrubar um império.
Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, Volume IV
A interpretação de sonhos, segundo Freud, desvela, sobretudo, os conteúdos mentais reprimidos ou excluídos da consciência pelas atividades de defesa do ego e justifica inquestionavelmente sua posição dentro da psicanálise, já que a parte do id cujo acesso à consciência foi impedido é exatamente a que se encontra envolvida na origem das neuroses. O interesse de Freud pelos sonhos teve origem no fato de constituírem eles processos normais, com os quais todos estão familiarizados, mas que exemplificam processos atuantes na formação dos sintomas neuróticos.
Discurso do Método
Cogito ergo sum. "Penso, logo existo." Tal proposição resume o espírito de René Descartes (1596-1650), sábio francês cujo Discurso do método inaugurou a filosofia moderna. Em 1637, em uma época em que a força da razão tal qual a conhecemos era muito mais do que incipiente, e em que textos filosóficos eram escritos em latim, voltados apenas para os doutores, Descartes publicou Discurso do método, redigido em língua vulgar, isto é, o francês. Ele defendia o "uso público" da razão e escreveu o ensaio pensando em uma audiência ampla. Queria que a razão – este privilégio único dos seres humanos – fosse exatamente isso, um privilégio de todos homens dotados de senso comum.
Trata-se de um manual da razão, um prático "modo de usar". Moderno, Descartes postulava a idéia de que a razão deveria permear todos os domínios da vida humana e que a apreciação racional era parâmetro para todas as coisas, numa atividade libertadora, voltada contra qualquer dogmatismo. Evidentemente, tal premissa revolucionária lhe causaria problemas, sobretudo no âmbito da igreja: em 1663, vários de seus livros foram colocados no Index. Razão alegada: a aplicação de exercícios metafísicos em assuntos religiosos. Discurso do método mostra por que Descartes – para quem "mente", "espírito", "alma" e "razão" significavam a mesma coisa – marcou indelevelmente a história do pensamento.
Aurora - Reflexões sobre os Preconceitos Morais
Publicado em 1881, 'Aurora' prossegue no estilo aforístico da filosofia de Friedrich Nietzsche (1844-1900), inaugurado com 'Humano, demasiado humano' (1878). Em 575 aforismos - cuja extensão varia de duas linhas a algumas páginas -, Nietzsche elabora sua crítica da moral cristã-ocidental e dos conceitos a ela associados, como 'alma', 'Deus', 'pecado', 'sujeito' e 'livre-arbítrio', que segundo o filósofo seriam ficções prejudiciais à vida. No subtítulo do livro, a palavra 'preconceito' é usada no sentido filosófico de concepção formada antes do julgamento (um 'pré-juízo'). A epígrafe ('Há tantas auroras que não brilharam ainda', extraído das escrituras hindus) explica o título e traduz a esperança nietzscheana de um mundo novo, livre das ilusões religiosas, morais e intelectuais criticadas pelo filósofo. Essa edição inclui o importante prólogo acrescentado em 1886 e, num apêndice bilíngüe, o grupo de poemas intitulados 'Idílios de Messina', de 1882.
O Que É Arte
Da harmonia grega ao kitsch de todos os tempos. Da Monalisa à Marilyn de Andy Warhol. Afinal, quem decide o que é e o que não é arte? Todos que tentaram definí-la criaram concepções parciais, limitadas no seu tempo e no seu espaço. Neste texto simples e direto Jorge Coli desvenda o enigma
Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, Volume VI
Este livro traz os seguintes temas - O esquecimento de nomes próprios; O esquecimento de palavras estrangeiras; o esquecimento de nomes e seqüências de palavras; Lembranças da infância e Lembranças encobridoras; Lapsos da fala; Lapsos de leitura e lapsos de escrita; O esquecimento de impressões e intenções; Equívocos na ação; Atos casuais e sintomáticos; Erros; Atos falhos combinados; Determinismo, crença no acaso e superstição - Alguns pontos de vista.
Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, Vol III
Nos diversos artigos que compõem as primeiras publicações psicanalíticas verificamos que, além da histeria, as sintomatologias das neuroses obsessiva, fóbica e de angústia orientam Freud na elucidação destes quadros clínicos. Essa revisão lhe permitiu descortinar a identidade postulada por Freud entre sintomas, sonhos, atos falhos e chistes, tendo como referência o inconsciente. Todos são, por um lado, caminhos de acesso ao inconsciente e, por outro, expressão do recalque, uma vez que só podem irromper na consciência mediante certas transformações e ligações associativas.
O que é Filosofia Medieval
Este livro é um convite para você deixar de lado uma idéia preconcebida: a Idade Média não é a idade das trevas, do obscurantismo clerical, do dogmatismo religioso. Percorrendo junto com o autor o pensamento de filósofos medievais, você descobrirá que o pensamento daquela época é um conjunto de esforços e tentativas tão interessantes e apaixonantes quantos os da antiguidade grega ou os do mundo moderno.
O que é Loucura
A loucura como parte integrante da própria razão - eis uma proposição tão espantosa que se resiste a aceitar. Mas fácil definí-la como doença mental ou desvio social. Pois é da relação loucura/razão que trata João Frayze-Pereira, demonstrando que a determinação dos estados "normal" e "patológico" depende menos da ciência que da cultura e da sociedade.
Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, Volume II
Este livro traz os seguintes temas - Sobre o mecanismo psíquico dos fenômenos histéricos - Comunicação preliminar; Casos clínicos; Considerações teóricas; A psicoterapia da histeria; A cronologia do caso da Sra. Emmy von N.; Lista de obras de Freud que tratam principalmente da histeria de conversão.
O que é Tradução
Os dicionários costumam definir tradução como “ato ou efeito de traduzir”.
Enquanto ato, leva o tempo que o tradutor emprega no seu trabalho; como efeito, é o que resulta desse trabalho.
E o que é “traduzir”?
O verbo “traduzir” vem do verbo latino traducere, que significa “conduzir ou fazer passar de um lado para o outro”, algo como “atravessar”.
Quando, num livro sobre a Guerra das Gálias, o autor escreve que Caesar omnem equitatum pontem traduxit, o que ele quer dizer é que o imperador conduziu ou fez passar pela ponte toda a sua cavalaria.
E traduzir nada mais é que isto: fazer passar, de uma língua para outra, um texto escrito na primeira delas. Quando o texto é oral, falado, diz-se que há “interpretação”, e quem a realiza então é um “intérprete
Ilíada
Na Ilíada, Homero conta como a cidade de Tróia foi sitiada pelos aqueus, que desejavam recuperar Helena, esposa do rei espartano, Menelau, e raptada por Páris. No poema, Homero fornece várias pistas sobre a posição da planície de Tróia e no século I, o escritor grego Estrabão ampliou a descrição desta planície, que na época se chamava Nova Ilium. Esta obra é considerada a Bíblia da antiga Grécia, uma obra-prima. Os combates travados diante de Tróia, provocados pela ira de Aquiles por Agamenon, e as relações familiares atingidas pela guerra compõem um cenário vivo em cores e real nos sentimentos. O autor é representado pelos artistas gregos como um velho cego, que anda de cidade em cidade recitando seus versos.
Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, Volume I
Publicações pré-Psicanalíticas e esboços inéditos.
Este livro traz os seguintes temas - Relatórios sobre estudos em Paris e Berlim; Prefácio à tradução das conferências sobre as doenças do sistema nervoso, de Charcot; Observação de um caso grave de Hemianestesia em um homem histérico; Resenha de 'Die Akute Neurasthenie', de Averbeck; Resenha de 'Die Behadlung Gewisser Formen von Neurasthenie und Hysterie', de Weir Mitchell; Histeria; Artigos sobre hipnotismo e sugestão; Prefácio à tradução de 'De la suggestion', de Bernheim; Resenha de 'Hipnotismo', de August Forel; Hipnose; Um caso de cura pelo hipnotismo; Prefácio e notas de rodapé à tradução das 'Conferências das terças-feiras', de Charcot; Esboços para a 'Comunicação preliminar' de 1893; Algumas considerações para um estudo comparativo das paralisias motoras orgânicas e histéricas; Extratos dos documentos dirigidos a Fliess; Projeto para uma psicologia científica; entre outros.
O Anticristo
Escrito em 1888, último ano antes de Friedrich Nietzsche perder a lucidez, este ensaio é uma das mais afiadas análises de que o cristianismo já foi objeto. Dando continuidade ao exame sobre a moral praticado na maioria de seus livros, em "O anticristo" o autor firma sua posição sobre a doutrina religiosa. Ele mostra como o cristianismo – ao qual chama de maldição – é a vitória dos fracos, doentes e rancorosos sobre os fortes, orgulhosos e saudáveis, persuadindo e induzindo a massa por meio de ideias pré-fabricadas. A partir da comparação com outras religiões, Nietzsche critica com veemência a mudança de foco que o cristianismo opera, uma vez que o centro da vida passa a ser o além e não o mundo presente. Até mesmo Jesus Cristo e o apóstolo Paulo são questionados, assim como grande parte de todos os dogmas cristãos, em um grande exercício filosófico. Tradução, notas e apresentação de Renato Zwick.
Microfísica do Poder
Sinopse
A medicina, a psiquiatria, a justiça, a geografia, o corpo, a sexualidade, o papel dos intelectuais e o Estado são analisados por Foucault em vários artigos, entrevistas e conferências reunidos neste livro. Todos os textos têm como tema central a questão do poder nas sociedades capitalistas - a sua natureza, seu exercício em instituições, sua relação com a produção da verdade e as resistências que suscita.
O que é Capitalismo
Sinopse
De modo claro e didático, este livro discute o que é capitalismo a partir das obras clássicas de Karl Marx e Max Weber e de estudos mais recentes. Além de analisar o desenvolvimento e as crises do sistema no âmbito internacional, mostra também como o capitalismo evoluiu no Brasil desde a Colônia até os dias de hoje.
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